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Associação Comercial do Pará lança livro para comemorar 200 anos de fundação

Redação | 30 de Janeiro de 2020 - 13:23

       A Associação Comercial do Pará (ACP) lança neste dia 30 de janeiro, em Belém, um livro que comemora 200 anos de fundação, ocorrido em abril de 2019. A obra reúne 27 artigos assinados por dirigentes da entidade, além de  conteúdos produzidos pelo jornalista Nélio Palheta, o organizador do livro.

A entidade é a segunda instituição empresarial mais antiga do país (a primeira é a da Bahia). Foi fundada em três de abril de 1819 para organizar o fluxo de navios no porto de Belém, defender os interesses comerciais e da indústria em geral, a exemplo de organização semelhante de Lisboa. Era instituição que o império português estimulava também como instrumento de controle do Estado sobre a economia. No Grão-Pará do século XIX não foi diferente.

O presidente da ACP, Clóvis Carneiro, assina o prefácio e um dos artigos. O projeto editorial, coordenado pelo publicitário Oswaldo Mendes, membro do Conselho Superior da ACP, foi executado pelo jornalista Nélio Palheta. O livro tem 285 páginas com 81 icnografias: fotos, reproduções da Revista da Associação e de documentos, anúncios publicitários. Entre as fotos, uma curiosidade chama atenção: a cadeira que foi usada em 1876 por D. Pedro II, ao visitar a ACP. Com um acervo fabuloso de datas e acontecimentos, o livro ganhou título de “ACP – 200 anos ajudando a escrever a história do Pará”. É um painel histórico do comércio e da indústria do estado do Pará.

O livro reporta fatos desde a segunda metade do século XIX, quando a Associação se reorganizou e retomou às atividades, em 1864, após sofrer os impactos da Revolta dos Cabanos, que afetou toda a economia do Pará.

Na lista de acontecimentos da história da Associação, constam as visitas do imperador Pedro II e dos presidentes da República, Getúlio Vargas e Castelo Branco. D Pedro foi recepcionado pela Associação no dia cinco de abril de 1876; Getúlio Vargas, a cinco de outubro de 1940; o general Castelo Branco acompanhado do General Costa e Silva, seu sucessor no governo revolucionário de 1964, visitou Belém e a ACP em 1966. Outra autoridade brasileira de renome internacional, que visitou a Associação Comercial, foi Oswaldo Aranha, Ministro das Relações Exteriores do governo Getúlio Vagas. Ele esteve em Belém em outubro de 1936, a caminho de Washington para o Rio de Janeiro, e, posteriormente, já como ministro, em meados dos anos 1940. "

“São contribuições para historiadores e estudiosos que se dedicarem a investigar mais profundamente a economia, a organização da sociedade, e como a política permeou as atividades industriais e comerciais do Pará nos últimos 200 anos, sobretudo, no período em que os empresários se debatiam para manter de pé a produção da borracha”, diz o presidente Clóvis Carneiro.