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CLUBES DE FUTEBOL BRASILEIROS ENTRAM NO MUNDO DAS CRIPTOMOEDAS

Redação | 23 de Setembro de 2021 - 17:33

Messi, Paris Saint-Germain, Corintíans, Vasco, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Flamengo, Confederação Brasileira de Futebol. O que eles têm em comum, além do futebol, é claro, são investimentos ou geração de criptomoedas. Dinheiro virtual, moedas, tokens, com valores flutuantes e monetização crescente.

Parte do pagamento de Lionel Messi pelo Paris Saint-Germain em agosto, com contrato em torno de 80 milhões de dólares, surpreendeu os fãs, por ter sido feito pelo clube em criptomoedas, o fan token PSG.

“O fan token do Paris Saint-Germain foi criado com o objetivo de reverter parte da arrecadação para o clube, que pode usá-lo para novas contratações ou investir nos clubes de base, entre outras ações”, explica Francisley Valdevino da Silva, CEO da Intergalaxy SA (www.intergalaxy.io), empresa especializada em tecnologia e comunicação que desenvolve softwares, interfaces e aplicativos através da rede Blockchain.

“É o estabelecimento de um novo padrão monetário. O token que se compra de qualquer clube pode ser negociado em qualquer bolsa de criptoativo do mundo. Citando o Messi: ele pode receber o pagamento em uma conta digital na França e sacar aqui no Brasil, por exemplo”, diz o especialista.

Ele cita, também, o exemplo do Corinthians, que lançou o criptoativo $SCCP este mês e arrecadou cerca de 9 milhões de reais, em apenas duas horas. A CBF conta com sua fan token, além de clubes como Atlético – MG, Vasco e Cruzeiro. E o Flamengo se prepara para fazer uma captação semelhante à do Corinthians, criada pela plataforma Socios.com, com a criptomoeda Chiliz, a mesma do PSG. O lançamento da $MENGO Fan Token tem projeções de captação de até 145 milhões de reais ao clube, até 2025.

Para o especialista, o criptomercado ligado ao futebol só tende a crescer, porque fortalece os poderes do torcedor-investidor. “Quando um torcedor compra tokens de um time, ele pode ter acesso a conteúdos exclusivos, por exemplo. A marca monetiza e engaja com seus fan tokens, e o fã se sente mais envolvido em decisões, entre elas contratações de atletas”, continua Francisley.