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CRESCE PRESENÇA DAS MULHERES NA LIDERANÇA DAS EMPRESAS

Redação | 18 de Outubro de 2021 - 15:37

O número de mulheres participando de conselhos de administração cresce a cada ano. Mesmo que de forma lenta, a presença feminina na liderança das companhias é uma tendência mundial. No Brasil, das 508 empresas listadas no banco de dados da BM&F Bovespa, 197 têm, pelo menos, uma mulher no conselho de administração (38,78%) e 165 possuem pelo menos uma conselheira efetiva (32,48%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). 

De acordo com o especialista em governança corporativa para empresas familiares e diretor-presidente da GoNext Governança e Sucessão, Eduardo Valério, a tendência é que esses números cresçam. "O movimento das mulheres que hoje ocupam cargos de CEO ou conselhos de administração é crescente, mesmo que de forma lenta. Nos conselhos, a velocidade é maior, porque não depende da mulher estar em uma diretoria executiva, por exemplo", explica Valério.

Conforme dados de uma pesquisa realizada pela consultoria norte-americana Pearl Meyer, o número de mulheres presente nos conselhos das 200 maiores empresas do mercado norte-americano de ações, passou de 19% em 2010, para 32% em 2020. Outro estudo, da Kantar, com dados de 18 países, entre os anos de 2012 e 2020, mostram que a quantidade de mulheres em cargos de liderança saiu de 10% para 20%.

No Brasil, o Walmart lançou o Movimento +Mulher 360, junto com outras 36 grandes corporações, com o objetivo declarado de equilibrar a balança do gênero nas empresas e nas comunidades em que elas estão inseridas. Também fazem parte do grupo, as empresas Arno, Amanco, Bunge, Coca-Cola, Diageo, HP, Natura, P&G, Pepsico e Santander, entre outras.

Para Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, a participação das mulheres nas empresas brasileiras ainda está longe do ideal, mas o mercado em geral está mais atento ao tema. Hoje o Magazine Luiza tem 40% dos cargos de conselheiros ocupados por mulheres. Na visão da presidente, a diversidade traz vantagens para a companhia. Uma delas é que fica mais fácil a empresa se comunicar e atender o público brasileiro, que é muito diverso.

Em 2017, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o projeto de lei que define um percentual mínimo de participação feminina nos conselhos de administração de todas as empresas que têm mais da metade do capital controlado pelo governo federal (PLS 112/2010). As cotas vão poder ser implementadas de forma gradual, começando com 10% em 2018, passando a 20% em 2020 e chegando a 30% em 2022.