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Libriano inteligente, simpático, espontâneo, original e criativo. Agnelo Pacheco.

Fernando Vasconcelos | 20 de Outubro de 2017 - 15:21

Hoje completaria 77 anos. Se não tivesse partido, estaria na sua missão de impulsionar e criar, sempre escolhendo o que convém para os seus clientes e sua Agnelo Pacheco Comunicação.

Sempre demonstrando capacidade para cumprir tarefas ou Jobs, usava a habilidade e agilidade do intelecto, desenvolvendo frases textos e criando anúncios que entraram para a história da publicidade brasileira.

Fazer amigos para esse libriano era uma fonte de alegria e de prazer. Sempre ajudou, dentro dos seus limites, àqueles que o procuravam. Ao mesmo tempo, entendia a ingratidão quando se viu em situações desleais.

O conheci sentado em frente a uma prancheta na Norton Publicidade, em Belo Horizonte, trabalhando na conta do grupo varejista EMBRAVA, sempre trabalhando em equipe de forma harmoniosa e cooperativa. Ouvi dele por várias vezes que “trabalhar em equipe é importante porque permite a cooperação de profissionais com visões diferentes e complementares, ampliando a qualidade dos resultados”.

Foi um criativo ímpar, manifestando o pensamento e o tornando real com sabedoria, sem questionamentos. Mente aberta, ousada e centrada. Viveu intensos e felizes momentos entre os vários Jobs que criava. Entre suas mais famosas criações além de “Tomou Doril, a dor sumiu”, destaco a mudança da Marca da CAIXA, cuja campanha foi criada por sua agência e conduzida pessoalmente por esse saudoso amigo.

Foi um apaixonado pelo trabalho, a ponto de amadurecer com o tempo e transformar em amor pela profissão. Entregou-se, prazerosamente, para a Publicidade em todos os seus ângulos e ações. Por diversas vezes, recebi ligações lá pelas 22h (horário em que estou redigindo este texto hoje, 19.10), para me dizer “irmão Fernando, meu amigo, ainda estou no batente da agência fechando a campanha do Ministério da Saúde, vou sair daqui lá pelas 23 horas...”.

Vivemos em uma sociedade relacional, querendo compreender e ser compreendido. Isso nunca é fácil, como não foi fácil para o meu amigo, libriano como eu, que na maioria das vezes necessitou da compreensão justamente das pessoas que menos compreendem os problemas e lamentos de quem as procura. Foi tolerante. Chegou a aceitar passivamente momentos difíceis junto aos clientes de sua filial aqui em Brasília, quando se tratava de liquidez por serviços prestados pela Agnelo Comunicação. Sou testemunha viva das suas andanças pela Esplanada dos Ministérios.

Agnelo Pacheco, antes de ficar enfermo, me ligou e pronunciou a seguinte frase: “amigo irmão Fernando Vasconcelos estou triste, muito triste, nadando, nadando, mas não quero morrer na beira”.

Apaixonou-se pela vida e pelo trabalho, buscando prazer até nas mínimas atividades que realizou, procurando sempre o melhor a oferecer. Agnelo não morreu na beira. A agência que tem o seu nome continuará atuando, tenho a certeza! Deixa um legado criativo da melhor qualidade.

Aonde estiveres, aceite os meus parabéns!