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LICITAÇÃO DA CONTA PUBLICITÁRIA DA CAIXA

Redação | 02 de Fevereiro de 2018 - 16:08

 Tensão na CEF I
Desde o afastamento dos vice-presidentes sob investigação e, de quebra, a prisão do ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine, a direção da CAIXA pisa em ovos. Tanto é que blindou a comissão de licitação que trata da escolha das três agências responsáveis pela publicidade e propaganda, uma conta de R$450 milhões.

Tensão na CEF II
Os políticos até ensaiaram pedir. Houve, inclusive dentro das atuais agências que atendem à Caixa, quem tentasse espalhar a existência de um controle político da licitação. Porém, quem está no banco assegura que o medo das investigações e suas consequências é maior. “A estratégia de jogar no ar a existências de um controle político não é nova. Novo é medo das consequências de se deixar controlar”, dizem funcionários de alta escalão da CEF.

Estas notas foram publicadas no jornal Correio Braziliense - Coluna Brasília -DF, por Denise Rothenburg – 02.02.2018.

Interesse político sobre a licitação da verba publicitária da CAIXA tornou-se agressivo durante a realização do certame, na concorrência de 2006. Dois deputados petistas, um do Paraná e outro de São Paulo, defendiam agências diferentes que estavam na disputa. As funcionárias do banco, ao anunciarem as notas concedidas às agências vencedoras, voltaram atrás recolhendo o resultado, ressaltando que havia uma falha na tabulação da soma dos pontos.

Estas funcionárias retornaram com as pontuações “corrigidas” e uma das agências classificadas com chance de ganhar foi substituída pela quarta colocada. A agência que se sentiu prejudicada com o resultado entrou com recurso, mesmo sendo ameaçada pelos grupos políticos que disputavam a gorda conta. A agência recorrente retirou-se do mercado publicitário de Brasília.