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Líderes do Live Marketing discutem sobre evolução da mulher no mercado

Redação | 08 de Maio de 2018 - 14:48

Líderes do Live Marketing estiveram reunidos em São Paulo para discutir sobre a evolução da mulher neste mercado. O tema fez parte do projeto “Liderança para o Futuro”, que consiste em uma série de palestras organizadas pelo Comitê de Relações Humanas da AMPRO – Associação de Marketing Promocional com o intuito de preparar as lideranças do Live Marketing para o futuro e para os novos desafios do mercado.

O encontro, que aconteceu no último dia 25 de abril, contou com a participação de mais de 60 profissionais – em sua maioria mulheres – e tratou sobre temas como o viés inconsciente, que influencia o comportamento sem que as pessoas percebam. “Nas agências é comum termos ‘os caras da criação’ e ‘as meninas do atendimento’. E por que tem que ser assim? O viés inconsciente está nítido no perfil dos publicitários, dos estagiários, e quando temos a consciência de que isso incomoda, atrapalha a comunicação, temos que parar, buscar uma mudança”, explicou Cris Pereira, diretora executiva de Atendimento da FCB e VP do G.A – Grupo de Atendimento.

Para ela, o viés inconsciente leva ao que chama de inclusão intencional. “É aquele momento em que roubam sua ideia ou você é interrompida ‘sem querer’ e tem a oportunidade de colocar isso na mesa. Alertar a pessoa naquele momento a respeito do que ela fez. Acaba sendo um exercício e torna as reuniões mais divertidas e produtivas”, disse.

Adriana Ribeiro Mazzi compartilhou também sua experiência como COO da Bullet. “Eu me formei em contabilidade e trabalhei no financeiro da agência, um mercado naturalmente mais masculino. Em casa, sempre ouvi incentivos positivos, sempre foi natural ser mulher empoderada. Mas percebi que minha realidade não era a do Brasil, onde menos de 40% das mulheres estão em cargos de gerência. Na média, a mulher ganha 76% do salário dos homens e em cargos de gerência e direção essa proporção cai para 68%. Foi aí me dei conta de que ouvi algumas vezes: ‘Você está onde está porque pensa como homem’ ou ‘Você não é chiliquenta como as outras mulheres’, ou ainda ‘Você tem uma objetividade masculina’. E hoje eu me incomodo vendo algumas imagens como a do Comitê de Diversidade da Coca-Cola composta somente por homens”, disse.

A Bullet, de acordo com ela, já pode ser considerada exemplo entre as agências de Live Marketing que abre mais espaço para o talento feminino, com 52% dos profissionais mulheres – incluindo a própria Adriana que, hoje, divide a direção com dois homens. “Cinquenta e oito por cento da liderança estão nas mãos delas. O mercado de Comunicação tem apenas 20% de mulheres, em média, na criação. Queremos um compromisso de pelo menos 50% de mulheres na criação até 2020”.

A diretora executiva da Batuque, Chris Bradley, também compartilhou sua trajetória desde quando fundou a Plug Comunicação, no mercado de advertising, em 1993, a fusão com o Gruponove – que se tornou uma das maiores agências de comunicação do NE – até a decisão de mudar de Recife para São Paulo e abrir a Batuque, em 2008. “Sou filha de empresário e meu pai sempre disse que tudo era possível. Nunca tive medo e isso me ajudou a empreender. Não somos o sexo frágil. Quando somos determinadas, podemos alcançar o que desejamos em qualquer área das nossas vidas”.

O encontro teve a mediação de Vânia Ferrari, consultora, palestrante e especialista em liderança. O tema foi iniciativa do Comitê de Relações Humanas, que é presidido por Dilma Campos, CEO da Outra Praia, e tem como objetivo fomentar a capacitação dos profissionais, desenvolver o mercado por meio da educação e discutir assuntos que estejam diretamente relacionados com pessoas.