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Novidades intrigantes na reabertura da Licitação do Banco do Brasil

Fernando Vasconcelos | 11 de Junho de 2018 - 11:50

A realização da Licitação do Banco do Brasil para contratar quatro agências de Propaganda começa a receber críticas do Mercado Publicitário Brasileiro.

Na nossa visão, esta licitação apresenta algumas surpresas que estão chamando muito a atenção da Indústria de Propaganda.

Na realização do primeiro certame, o processo foi taxado por autoridades governamentais de “lambança”, tendo sido cancelada logo em seguida.

Já esse novo processo traz algumas surpresas interessantes, mas ao mesmo tempo intrigantes. O licitante, Banco do Brasil, contratou uma empresa de auditoria externa para “vigiar” todo processo licitatório, dando a entender que não confia nos profissionais e nos membros que fazem parte da licitação, tendo inclusive reduzindo o número dos participantes. Nunca nesse país contratou-se uma empresa de auditoria externa para ser “babá” de um certame licitatório para uso de verba publicitária. Será que pensam em justificar um resultado, que pode estar cacifado?

No segundo tempo do jogo, para contratação de agências surgem duas surpresas: a primeira é o valor de 12,5 Milhões de patrimônio líquido, contradizendo o primeiro edital, que exigia 5 Milhões. Esse exagero pode levar o mercado a entender que o banco brasileiro quer trabalhar com agências multinacionais.

A segunda surpresa faz lembrar o "Big Brother". Senão, vejamos: “... foi separada e prepara uma sala especial com Câmaras, onde serão guardados, julgados e filmados os procedimentos licitatórios ...”. O Banco do Brasil exagerou na dose para demonstrar seriedade na licitação, mesmo sendo ela apócrifa, esquecendo que os conchavos acontecem fora do "Big Brother", em restaurantes, jogos de poker nos finais de semana, em passeios de lanchas no lago Paranoá ou em viagens no exterior.

O Banco do Brasil é considerado um dos anunciantes mais importantes, nacional e internacionalmente, e não precisa e nem deve cometer exageros para realizar essa Licitação e contratar quatro empresas de publicidade.

O Banco está correndo o risco de receber nesta semana um Ofício de entidades afiliadas à empresas de publicidade, cujo o teor poderá ser de solicitação de redução do lucro líquido para 5 Milhões como o anterior, e não de 12,5 Milhões, com o objetivo de permitir que agências historicamente criativas, premiadas e reconhecidas internacionalmente não fiquem de fora do certame. Para a maioria dos empresários da propaganda brasileira, o licitante escancarou as portas para as agências multinacionais.

Acredito que esse processo licitatório, da forma como pretende ser conduzido pelo BB, sofrerá novas críticas que poderão prejudicar mais uma vez o certame e o próprio anunciante.

Esperamos que não, mas vamos aguardar.