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Palestra de Sergio J. Arantes se destaca na Print Summit

Redação | 01 de Novembro de 2019 - 18:14

O idealizador do Prêmio Caio; CEO da Expo Eventos Editora, publisher e decano do setor de eventos brasileiro, Sergio Junqueira Arantes, acrescenta aos dotes de que dispõe a habilidade em produzir e compartilhar reflexões instigantes. Exemplo dessa inquietação intelectual ocorreu na palestra que proferiu em 29i/10, durante a ‘Print Summit 2019’, em São Paulo, na ESPM Tech.

Em torno da provocação temática ‘Morte do impresso é fake news’, Arantes retomou teor de artigo recente, que elaborou e viu publicado em vários veículos da mídia espontânea. Referido trabalho autoral estampava o título ‘O abandono das revistas como ferramenta de promoção é uma opção válida?’

Ao elencar diversos cases contemporâneos em que marcas poderosas do mundo digital ‘redescobrem’ o meio impresso, o publisher da Revista Eventos mostra, de forma didática e convincente, a relação dialética e intercomplementar entre as duas instâncias.
Sustenta que “muitas empresas do mundo dito real parecem desconhecer que, assim como uma moeda não tem um lado só, os ambientes reais e online fazem parte intrínseca do mundo”. Acrescenta que muitas empresas do mundo real, por miopia, abandonam as mídias impressas que a ajudaram a crescer.

O palestrante, para ilustrar essa nova percepção, cita o case da Rock Content, uma das mais importante do mundo online. A empresa fez uma pesquisa de hábitos de consumo de seus clientes e descobriu que revistas especializadas são a segunda fonte de informação de clientes, ficando atrás somente de portais de conteúdo. Ou seja: o impresso vive!

O palestrante cita a pesquisa Dimension 2018, da Kantar Media, segundo a qual jornais e revistas têm a confiança de 67% e 72% dos entrevistados, contra 33% das redes socais. Os meios impressos têm as menores taxas de rejeição: 53% afirmam que a publicidade em jornais não incomoda, nas revistas este percentual é de 48% - nas redes sociais esse índice é de 35%.

De acordo com o estudo, 32% dos consumidores gostam dos anúncios em revistas impressas, apenas 26% gostam dos anúncios na versão online. Mais de dois terços (68%) dos entrevistados disseram que o jornalismo “verdadeiramente objetivo” é fundamental para uma democracia saudável. E conclui que a confiança no impresso é muito maior.

Depois de arrolar diversos títulos de publicações em papel, por iniciativa de organizações top do universo digital, Arantes lembra diversos investidores poderosos, como Jeff Bezos, Warren Buffet e Carlos Slim, que fazem fortuna com mídia impressa. E lembra que, na média, milionários e bilionários gastam cerca de seis horas por semana na leitura de livros, revistas e jornais.

A riqueza de dados e reflexões pinçadas de grandes personalidades do mundo dos negócios pontuaram a condução da palestra, do começo ao fim. São sínteses, como essa que segue:

“Quando uma pessoa lê uma revista, sua atenção está totalmente focada, e hoje em dia atenção é o bem mais precioso de todos. A revista é um eco físico de espaço e tempo com o mundo e as pessoas, e por isso tem um valor físico e histórico, o que aumenta a credibilidade da empresa anunciante. Como é um veículo que mexe com a visão, com o olfato e o tato, o recall (memória) também é maior”.