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Secretário de Comunicação da Presidência defende Mídia Técnica para campanhas do governo

Redação com Agência Senado | 29 de Maio de 2019 - 14:16

O Secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, esteve na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado na manhã desta terça-feira (28), a convite da Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) para esclarecer os critérios adotados pelo Governo Federal na distribuição de verbas publicitárias das campanhas realizadas.

Fabio, recém chegado à equipe de governo de Bolsonaro, garantiu que segue critérios técnicos, sem viés ideológico nem preconceito. Segundo ele, o presidente deu à Secom liberdade total para trabalhar tecnicamente. O governo tem de falar com todo mundo e investir em todo mundo.

Ele esteve no Senado a convite da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) para falar sobre o funcionamento da pasta, que em 2019 tem orçamento de R$ 150 milhões, sendo que R$ 42 milhões já foram contingenciados. De acordo com Wajngarten, esse orçamento representa um terço do que a pasta tinha há cerca de dois anos. Mesmo assim, ele acredita ser possível trabalhar fazendo “investimentos responsáveis que certamente vão dar retorno multiplicado em cima de cada real investido”.

Também explicou que vai trabalhar com um sistema semelhante ao da publicidade na iniciativa privada, racionalizando investimentos e negociando volume de mídia de maneira única, o que, nos cálculos dele, deve baratear em R$ 450 milhões ou até R$ 550 milhões os anúncios publicitários feitos pelo governo.

Para dar mais transparência, Wajngarten também contou que o cadastro dos meios de comunicação está sendo retomado. Mostrou estar atento aos acontecimentos com os grandes grupos de comunicação e que precisa olhar para todos os veículos, investindo em rádios comunitárias, redes segmentadas, canais ligados ao agronegócio ou religiosos, por exemplo.

Ao explicar a distribuição das verbas publicitárias do governo, registrou que a maior fatia ainda é liderada pelas emissoras de TV, que recebem 60,41% do montante, seguidas dos sites e canais em internet, que levam 14,35%. Mídia exterior (outdoors e busdoors, por exemplo) fica com 8,93% da verba, na frente das rádios (6,42%) e dos jornais (5,99%). Revistas (3,54%) e cinema (0,35%) são os meios que menos recebem a publicidade governamental.

Desde o início do governo, a maior campanha publicitária foi voltada à nova Previdência, que levou R$ 37 milhões distribuídos entre 11 veículos de internet, 47 de mídia exterior, 73 de mídia exterior digital, 1.771 rádios, 8 revistas e 359 emissoras de TV, somando 2.269 veículos.

O Secretário contou que os fundamentos da Secom sob sua direção são: comunicação direta com o cidadão, interesse social da comunicação (mostrar o impacto das medidas do governo para a população), mídia técnica (equilíbrio dos investimentos e comunicação eficiente e eficaz pelo mix dos meios, considerando a importância de todos) e comunicação integrada com uso de ferramentas para potencializar os efeitos da comunicação governamental. “Estamos trabalhando numa comunicação responsável para que o cidadão busque nas fontes do governo a informação primária, para minimizar os efeitos de fake news e para trazer atratividade dos empreendimentos, que é o que o Brasil mais precisa”, disse ele.

A senadora também perguntou ao secretário sobre o futuro da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC, antiga Radiobrás). “Estamos estudando como fazer a EBC mais moderna e adequada à evolução tecnológica e competitiva para otimizar o horário público, e a cobertura do presidente dentro dos limites de gastos praticados no mercado”, respondeu o secretário.

FotoMarcos Oliveira/Agência Senado