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Sua marca sabe jogar?

Redação | 12 de Junho de 2017 - 07:00

Está chegando o maior evento internacional do trade de games, a E3. Dia 13 de junho, em Los Angeles, os maiores lançamentos do segmento serão anunciados e apresentados para a mídia especializada e para formadores de opinião (jornalistas, youtubers, vlogers...). O universo gamer já está em frenesi com a energia da antecipação, tanto entre usuários quanto entre profissionais do trade.

A E3 é importante para quem produz e para quem consome. Se o festival de cinema de Cannes tratasse de filmes pop eu arriscaria dizer que a E3 seria uma mistura de Cannes Pop com os drafts da NBA e da NFL. Somados. Sim, somados. Games é o segmento da indústria do entretenimento que mais gera receita, bem além do cinema e da música. E está avançando pelo território dos esportes tradicionais com os campeonatos de eSports (esportes eletrônicos).

Alguns ainda vão imaginar algo como o campeonato de Space Invaders de 1980 (foto de abertura deste artigo), quando a realidade de um evento de eSports de grande porte parece mais um Madison Square Garden em dia de Justin Bieber, como no campeonato de League of Legends, o LoL.



E mesmo que você não trabalhe com marcas nativas deste segmento, é bom parar e avaliar se está pronto para entrar nesta arena. Investir nesta frente pode gerar resultados expressivos. Marcas como Pepsi, Coca-Cola e Gillette, entre vários outros pesos-pesados do marketing, estão em ação.

Participar deste amplo circuito de grandes campeonatos de games pode garantir acesso da sua marca ao restrito universo de um grupo demográfico muito desejado: jovens e jovens adultos, desde os "Millenials" até a "Geração Z", com poder aquisitivo e influentes em seus círculos e que somam cerca de 150 milhões de indivíduos.

Um senhor mercado. E como nos esportes, os eSports oferecem uma audiência de diversos backgrounds culturais, nacionalidades, credos e origens geográficas que assistem, interagem, torcem e se envolvem de forma passional com o drama da competição e seus ídolos.

Este perfil de usuário é excitante para muitas marcas, mas também apresenta desafios claros. São usuários especialmente ativos em redes sociais e em canais digitais que sabem como usar adblockers e ferramentas online de privacidade. São gamers que se mobilizam ao redor de causas, inclusive a causa própria que é a revolução de transformar um hobby em uma paixão de desdobramentos milionários.

São muitas tribos, muitos gostos diferentes, mas com duas constantes universais humanas que sua marca deve ativar: o desejo de Reconhecimento e a necessidade do Pertencimento.