Boas ideias geram negócios criativos
Jovens do DF querem usar carcaça de Boeing como espaço de trabalho coletivo

O estado das aeronaves se deteriorando no pátio do aeroporto
Foi o que aconteceu com a reunião de ideias de alguns jovens empreendedores de Brasília. Eles planejam transformar uma carcaça de um avião desativado em espaço planejado de trabalho.
A concepção da ideia surgiu quando o advogado André Soares viu a carcaça de um avião 767 da TransBrasil abandonado no aeroporto. Ele já estava procurando um espaço alternativo para trabalhar junto com outros jovens, quando se lembrou já ter visto em outros países casas e hostel construídos a partir de carcaças de aeronaves.
André se juntou aos outros sócios Rafael Dutra, Gustavo Amora e Renan Carvalho, na busca pelo espaço ideal, e decidiram enfrentar os desafios e lançar o projeto 767. Soares e seus sócios reuniram um grupo de colaboradores voluntários para o projeto como profissionais das áreas de arquitetura, publicidade, marketing e audiovisual e jovens empresários interessados em utilizar a aeronave como espaço de trabalho.
Levaram o projeto para a Fermento, empresa de Promoção e Eventos, que logo absorveu a ideia da compra da carcaça de um Boeing sucateado, reformá-la e criar um espaço de coworking voltado para a cultura de startups de tecnologia, e rapidamente começou a planejar as ações, tornando-se a Agência Promo do Projeto 767.
Eles agora buscam parceiros para conseguir arrecadar o dinheiro necessário para a compra e transporte da aeronave. Estimam cerca de R$ 150 mil para a compra da carcaça. Para ser removido o avião precisa ser parcialmente desmontado, e, de acordo com o psicólogo Rafael Dutra, o valor necessário pode chegar a R$ 200 mil.
Além disso o grupo também precisa conseguir um lugar para estacionar a aeronave. Sem ter onde pousar é difícil captar recursos para a aquisição da aeronave e a reforma. Acreditando que o Projeto 767 vai ser uma grande novidade e um sucesso, estão conversando com a UNB, uma via intermediária que se mostrou simpática ao projeto, já que os espaços vagos de Brasília são muito caros ou pertencem ao governo.
A Fermento criou um movimento nas redes socias, que você pode clicar aqui e acompanhar ou acessar http://www.setemeiasete.com.br/ e conhecer todo o projeto.
